Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Coração Geométrico

Coração Geométrico

Um coração é um ponto solitário,
Em um plano cartesiano imaginário,
Vagando triste em busca de seu par.Se encontra outro ponto, surge a reta,
Dois corações unidos numa meta,
Se amando par a par.
No entanto, se outro ponto aparece,
E em trajetória dessa reta desce,
Cruzando velozmente sem parar,
Não trio amoroso, isto é insano,
Geometricamente forma apenas plano,
Criado para os pontos abrigar.
E nesta harmonia estabelecida,
Os pontos formam retas, em partida,
Prá juntos, bem alegres caminhar.
Figuras hiperbólicas vão se formando,
Cilindros, cones, cubos, e girando,
Lindas esferas, doidas a bailar.
Miríades de ângulos adjacentes,
Perpendiculares, medianas e tangentes,
Formam cascatas a revolutear.
E nesse volitar de entes geométricos,
Eu me encontro, simples ponto a buscar,
Nos espaços infinitos, quilométricos,
De todos os quadrantes paramétricos,
Um coração a quem eu possa amar.

Fadlo Dualibi Neto

Dia nacional da Matemática

A Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM) elegeu o dia 6 de maio “DIA NACIONAL DA MATEMÁTICA”, em memória da data de nascimento de Júlio César de Mello e Souza, o MALBA TAHAN.

Neste dia, fica a sugestão de promover, em todos os estados brasileiros, a realização de eventos comemorativos, com o objetivo de difundir a Matemática como área do conhecimento, sua História, possíveis relações com as demais áreas, e de colocar em discussão algumas crenças sobre o ensino atual de Matemática.

Descobrindo o telefone de alguém

Peça para a pessoa, com uma calculadora:

1º) Digitar os 4 primeiros números de telefone dela;

2º) Multiplicar por 80;

3º) Somar 1;

4º) Multiplicar por 250;

5º) Somar os 4 últimos números do telefone dela;

6º) Somar mais uma vez os 4 últimos números do telefone dela;

7º) Subtrair 250;

8º) Dividir 2.

O resultado será o telefone dessa pessoa! Veja um exemplo:

Telefone 3663-3645

1º) 3663 x 80 = 293040

2º) 293040 + 1 = 293041

3º) 293041 x 250 = 73260250

4º) 73260250 + 3645 = 73263895

5º) 73263895 + 3645 = 73267540

6º) 73267540 - 250 = 73267290

7º) 73267290 / 2 = 36633645

Resultado: 36633645

Sábado, 24 de Janeiro de 2009

A evolução do ensino da matemática

1. Ensino de matemática em 1950:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda .
Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de
venda ou R$ 80,00.
Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00.
Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00.
Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

5. Ensino de matemática em 2000:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00.
O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2007:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

Sábado, 3 de Janeiro de 2009

Férias




Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

Os números e os símbolos

Os homens sempre buscaram um sentido simbólico nos números. Para muitos filósofos gregos, por exemplo, como Platão e, sobretudo, Pitágoras, a ciência dos números, que hoje chamamos numerologia, era uma ferramenta importantíssima de conhecimento e expressava a harmonia do mundo. Pitágoras dizia que a realidade era pura matemática e que cada número tinha características próprias. Muitas culturas expressam este fascínio humano pelo significado misterioso dos números. Cada um dos deuses aztecas tinha seu número e sua cor, que estavam relacionados com sua posição no cosmos. Por isso, “não se deve empregar os números intempestivamente”, alerta o Dicionário de Símbolos, de Jean Chevalier e Alain Gheerbrant. “Eles acobertam uma força desconhecida.”

Cabalistas judeus e místicos cristãos vem tentando há séculos dar novos significados aos números que aparecem no Velho e no Novo Testamento.

O um: é o único, o que está sozinho, por extensão, o que é independente dos outros e inteiro em si mesmo. Por isso, foi associado ao Princípio, à base de onde tudo surge. “Deus é um”, concluem, orgulhosos, os muçulmanos.

O dois: é o número da ambigüidade. Tanto expressa conflito entre opostos quanto é o símbolo mais forte do dualismo criador de onde nascem todas as coisas. O dois organiza nosso jeito de pensar: homem e mulher, yang e ying, claro e escuro, vida e morte, bem e mal, deus e o diabo. Dois é o mundo e suas manifestações.

O três: para os chineses, é o número perfeito. É ele que reúne o homem, a terra e o céu. Os cristãos associam o três com a trindade: Deus é Pai, Filho e Espírito Santo. A família, por exemplo, é pai, mãe e filho. E os gregos vêem a Deusa relacionada com a vegetação sob seus três aspectos: jovem, mãe e velha.

O quatro: este é um número querido dos matemáticos. Os símbolos do quatro dizem respeito ao quadrado, à cruz. Jung incluía o quatro entre os números totalizadores, quer dizer, que expressavam a totalidade e a plenitude. São quatro pontos cardeais (Norte, Sul, Leste e Oeste), quatro elementos (água, ar, terra e fogo), é o número da Terra e de tudo que ela contém.

O cinco: Pitágoras dizia que o cinco era o número da união, porque ele ficava bem no meio dos 9 primeiros números. Mas talvez o símbolo que a gente costuma associar com mais freqüência aocinco é o próprio corpo humano: cabeça + membros. Cinco é o número do homem.

O seis: algumas pessoas implicam muito com o 6. Para os cabalistas, 666 é o número da Besta do Apocalipse que é a síntese do mal, conforme está no Livro da Revelação de São João, capítulo 13. Por outro lado, seis é o número de pontas da estrela de David e Deus criou o mundo em seis dias. No mínimo, o seis é um número polêmico.

O sete: é um velho conhecido. Sete dias da semana, sete planetas, sete degraus da perfeição, sete ramos da árvore cósmica dos xamãs, sete dias dura o ciclo lunar. O sete para os egípcios era o número da perfeição. Sete é número da sorte e este caráter sagrado contamina os seus múltiplos. No Novo Testamento, Jesus convida Pedro a perdoar seu irmão 70 vezes 7. E não é só entre cristãos que o sete é considerado um número especial. Para os gregos, ele está relacionado aos cultos do deus Apolo. O sete é o número que os homens têm usado para organizar sua percepção do céu e de sua ordem.

O oito: Ou duas vezes o quatro, é o número da totalidade cósmica. Os hindus exploraram bastante este número e fizeram Visnu ter oito braços e relacionaram oito planetas, posicionados em torno do sol. Alguns cristãos associam o oito com a Ressurreição de Cristo e os cabalistas dizem que, como vem depois do Sabath (o sétimo dia), ele representa o futuro.

O nove: os gregos usavam o nove nos rituais. É o tempo que Deméter, a deusa da vegetação, leva para encontrar sua filha, Perséfone, raptada por Hades, o senhor dos mundos inferiores. Nove é tempo de gestação e, talvez por ser o último número da série, é associado aos começos, à regeneração. À capacidade de renovação embutida em todas as coisas.

Dicionário dos Símbolos, Jean Chevalier, Editora José Olympio

Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

Profecias Genéticas levam mulheres ao fracasso matemático

Estudo mostra que mulheres têm desempenho pior em matemática se acreditam que homens são geneticamente superiores na área

Se você acredita que não pode fazer alguma coisa, as chances são grandes de que não vai conseguir mesmo. Não é nenhum papo de auto-ajuda para incentivar o otimismo e a fé em si mesmo. Pesquisas já comprovaram que os estereótipos causam um impacto psicológico capaz de alterar o desempenho de um indivíduo em uma dada tarefa. Agora, cientistas descobriram um novo ponto nessa questão: se você acredita que não pode fazer alguma coisa por alguma predisposição genética, aí as chances são maiores ainda de não conseguir nada.

De acordo com o estudo, feito na Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, os resultados de pesquisas genéticas precisam ser divulgados com cuidado. “Nossos resultados mostram que é preciso cautela ao comunicar e interpretar questões genéticas”, afirmou o co-autor Steven Heine ao G1. “As pessoas tendem a ver essas predisposições de formas deterministas e fatalistas”, disse ele.

Heine e seu colega, Ilan Dar-Nimrod, estudaram o desempenho matemático de mulheres. O assunto é espinhoso. Neste ano, o então reitor de Harvard, Lawrence Summers, deixou o cargo após afirmar que a razão pela qual existiam menos mulheres trabalhando com matemática e ciência era o fato de que os homens tinham mais habilidade com esses assuntos.

Para verificar o impacto desse estereótipo, Hine e Dar-Nimrod passaram um exercício matemático para 220 mulheres. Depois, as dividiram em três subgrupos e passaram textos com falsas explicações científicas sobre as diferenças entre os sexos para cada um deles.

O primeiro leu um texto dizendo que mulheres tinham um desempenho matemático pior do que os homens, devido a diferentes experiências pessoais. O segundo leu outro texto, que afirmava que homens eram melhores em matemática por uma predisposição genética. Por fim, o terceiro e último grupo recebeu a informação de que não havia qualquer diferença no desempenho matemático entre mulheres e homens.

Com os textos lidos, as mulheres foram convidadas a resolver novamente um problema de matemática. Não surpreendentemente, aquelas que receberam os textos que diziam que mulheres eram piores em matemática do que os homens tiveram um desempenho abaixo do das demais. No entanto, os cientistas verificaram uma particularidade interessante: aquelas que leram que a diferença era genética foram ainda pior do que as que foram informadas de que ela se baseava em experiências pessoais.
“Nossa conclusão foi de que as pessoas vêem as informações genéticas de forma um tanto quanto determinista. Se alguém tem os genes, então não tem escolha a não ser apresentar suas características”, explica Heine. “No entanto, as pessoas vêem suas experiências como algo a que podem resistir. Predisposições genéticas são inescapáveis, mas experiências dão oportunidade de fugir do estereótipo.”

Para o cientista, é necessário cautela ao lidar com o assunto. “É preciso mais cuidado ao comunicá-las [as predisposições genéticas] para que as pessoas as vejam da mesma maneira que os pesquisadores que as estudam. Os genes são uma fonte de influência sobre o nosso comportamento, mas não o determinam”, diz Heine.

Fonte : Globo